Video games take in as much revenue as the domestic Hollywood box office gross, and arguably consume more of our time. But like other forms of entertainment, games on their own don't carry everyone far enough away from reality for their liking. For a pastime most often associated with loners and geeks, the arrival of a shared drug subculture in gaming indicates, for better or worse, the arrival of gaming as a mature and complex medium.Trecho de uma matéria da Salon sobre videogames e drogas. (RSF)
7.11.01
Eu não gosto quando David Lynch ou Woody Allen lançam um filme: eu sei que vou ter que esperar um ou dois anos para ver o negócio nesse capinzal. Os caras lançam filmes há um tempão e têm uma platéia certa - mesmo que não muito grande - e os custos de lançamento são mínimos, mas as distribuidoras querem Titanic todo o ano. (RSF)
6.11.01
Matina Suzuki Jr. comenta o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Apesar de alguns pontos interessantes, achei a argumentação dele falha em vários pontos. Se a não exigência de diploma significasse melhoria de qualidade, as escolas de publicidade - por exemplo - seriam bem melhores. Além disso, o texto ignora que, em mercados menores, a "brodagem" contribui muito para a manutenção do emprego.
Eu acredito que o fim da exigência do diploma para o exercício da profissão não vai dar em boa coisa. Não acredito que as questões éticas envolvidas no jornalismo possam ser resolvidas só com base no senso comum quando o lugar onde o jornalista se depara com elas pela primeira é em uma redação. (RSF)
Eu acredito que o fim da exigência do diploma para o exercício da profissão não vai dar em boa coisa. Não acredito que as questões éticas envolvidas no jornalismo possam ser resolvidas só com base no senso comum quando o lugar onde o jornalista se depara com elas pela primeira é em uma redação. (RSF)
Existe, do ponto de vista moral, alguma coisa errada em um cara de mais de quarenta anos ser a fim de meninas de dez? Ou o problema não é querer, mas agir? Apesar de ninguém ter bem certeza do que aconteceu, o caso de Lewis Carroll e sua Alice é bastante interessante. (RSF)
Toda vez que eu converso com alguém sobre desenhos animados, uma pancada de nomes aparece. Mas até hoje nunca vi ninguém que não citasse Simpsons. A série está entrando na décima terceira temporada sem dar sinais de cansaço, um bom exemplo para os escritores de umas e outras coisas que já foram bem legais. (RSF)
5.11.01
Um dos problemas de tentar viver no futuro é ser o primeiro a lidar com as ameaças de lá. Que o diga George Lucas. Depois de inventar uma série de efeitos espaciais, um novo gênero de filmes, produzir uma série de tv em vídeo digital e dispensar atores em uma velocidade estonteante, Lucas é o primeiro cineasta a ter que lidar com remixes dos seus filmes. (RSF)
Como diria Neo, Wow! A Forbes publicou uma matéria sobre a Marvel. Obviamente, se tratando de uma editora que há mais de dez anos dá prejuízo, as notícias não são boas. O pior que, na percepção dos investidores, a Marvel é a indústria de quadrinhos. (RSF)
A dívida interna do Brasil alcançou níveis históricos no atual governo. Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso tomou posse, em 1995, o primeiro brasileiro que nasceu já veio ao mundo devendo R$ 1 mil. No momento em que FHC deixar o cargo, em janeiro de 2003, o primeiro brasileiro que nascer vai herdar uma dívida pública da ordem de R$ 5,3 mil.Deu no Jornal do Brasil. E esse aumento da dícida foi acompanhado da falência de vários setores da economia, como a geração de energia, por exemplo.
"Estabilidade econômica" é o raio que o parta, para não desrsepeitar o presidente. O mais interessante é o quão pouco se fala a respeito do assunto: é impressionante como ele simplesmente foi riscado da pauta de discussões dos meios de comunicação e dos políticos. (RSF)
Hoje, li uma adaptação de Dom Quixote feita por Will Eisner: O Último Cavaleiro Andante. É interessante ver como a arte do Velho Mestre evoluiu nos últimos anos, tendo ficado mais econômica, apesar de ter perdido muito na firmeza da linha. Também, o homem está com quase 85 anos.
Talvez esteja lendo mais do que devia, mas fiquei com a impressão que Eisner está falando de si mesmo, não de Quixote. O livro - fininho, com 32 páginas - parece uma justificativa de Eisner para os rumos que tomou em sua carreira. (RSF)
Talvez esteja lendo mais do que devia, mas fiquei com a impressão que Eisner está falando de si mesmo, não de Quixote. O livro - fininho, com 32 páginas - parece uma justificativa de Eisner para os rumos que tomou em sua carreira. (RSF)
2.11.01
Quantos civis afegãos vale um soldado americano? Apesar de nossa tendência a dar uma resposta imediata a depender de para quem torcemos, qualquer resposta conseqüente merece mais reflexão. (RSF)
Em outro blog, achei o link para esse artigo, apontado como "ótimo". Li - com boa vontade, juro - mas não entendi o que ele tem de especial. Até onde eu pude ver, tirando uma palavrinha nova - coisa típica dos digerati - o texto não traz novidades, mas repete idéias que circulam por aí há anos e anos. Talvez seja a razão do entusiasmo: repetir (em lugar de captar ou refletir sobre) a zeitgeist é sempre um bom caminho para a popularidade. (RSF)
1.11.01
OK Soda - O refrigerante com planos políticos.
1) What's the point of OK? Well, what's the point of anything?Em uma palavra: assustador. (RSF)
2) OK Soda emphatically rejects anything that is not OK, and fully supports anything that is.
3) The better you understand something, the more OK it turns out to be.
4) OK Soda says, "Don't be fooled into thinking there has to be a reason for everything."
5) OK Soda reveals the surprising truth about people and situations.
6) OK Soda does not subscribe to any religion, or endorse any political party, or do anything other than feel OK.
7) There is no real secret to feeling OK.
8) OK Soda may be the preferred drink of other people such as yourself.
9) Never overestimate the remarkable abilities of "OK" brand soda.
10) Please wake up every morning knowing that things are going to be OK.
Joe Sacco é uma mistura rara de cartunista e jornalista, já tendo produzido livros sobre a Bósnia e a Palestina. Ele visita zonas de guerra como essas e produz suas histórias, que se prendem à situação das pessoas envolvidas nos conflitos. Aqui no Brasil, seus trabalhos estão sendo editados pela Conrad, sendo uma boa aternativa à falta de documentários. (RSF)
Um evento realizado recentemente em Nova Iorque explorou as possibilidades dos quadrinhos como performance, um modo que eu nem tinha sonhado. Andrew Arnold - colunista da Time e um cara que chama quadrinhos de comix - esteve lá e comenta. (RSF)
Sem nada interessante para fazer em novembro? Que tal tentar escrever um romance? Caçar fantasmas também é uma boa alternativa para se aquecer para o verão. (RSF)
Misreadings
Troquei How The American Press is Helping Taliban por How The American Express is Helping Taliban.
Queria saber de onde saiu o autor da matéria para mostrar tanto estranhamento com o comportamento dos media e repetir algumas vezes coisas como "o Taliban não precisa lidar com isso". (RSF)
Troquei How The American Press is Helping Taliban por How The American Express is Helping Taliban.
Queria saber de onde saiu o autor da matéria para mostrar tanto estranhamento com o comportamento dos media e repetir algumas vezes coisas como "o Taliban não precisa lidar com isso". (RSF)
31.10.01
Dia de Gibi Novo: Holy Avenger Especial e Sakura Card Captors
Não sei bem o que deu em mim para comprar dois mangás de vez. Aliás, sei: a falta de coisas interessantes nas bancas. Até que há bastantes títulos disponíveis, além das revistas da Abril, mas ou eu já li na fase que comprava muitos quadrinhos importados ou simplesmente não me interessam.
Já fazia um bom tempo que não comprava Holy Avenger (R$2.5o). Nas últimas edições que comprei, a arte tinha caído um tanto e os acontecimentos da edição podiam ser contados em cinco páginas. Tinha pensado em pedir pelo correio (meu pai, que gosta do título se candidatou a pagar metade), mas resolvi esperar pelas encadernações, que estão saindo regularmente e são mais bonitinhas que os "panfletos". Comprei esse por ele não se encaixar na série, contando uma história que se passa imediatamente antes do número 1.
Para começar, não é Erica Awano que desenha, mas Lydia Megumi Oide, que desenha a hq online Dado Selvagem. A arte de Lydia tem problemas para manter a consistência dos personagens de um quadro para outro e - principalmente - na arte-final. Há, por exemplo, quadros inteiros em que as retículas usadas para fazer sombras são usadas de forma uniforme, outros nos quais o cenário não está bem finalizado (aliás, a maioria dos cenários se resume aos elementos indespensáveis para a história).
O roteiro, apesar de não estar no mesmo nível das melhores edições da série, é um bom exemplo do que é Holy Avenger, servindo bem como introdução para os novos leitores.
Ainda não li Sakura Card Captors (R$ 2.9o), mas a edição é uma gracinha. O formato é um pouco maior que um livro de bolso, com capa cartonada e miolo de papel jornal. Uma coisa legal é que as onomatopéias japonesas estão lá, junto com as traduções, numa letrinha minúscula. Nunca vi mais que trinta segundos do desenho, mas ouvi falar o suficiente para ficar curioso a respeito dos quadrinhos.
Para quem curte mangás de menininha, Guerreiras Mágicas Rayearth está nas bancas. Quem se ligou no formato pode ir atrás de Samurai X. (RSF)
Não sei bem o que deu em mim para comprar dois mangás de vez. Aliás, sei: a falta de coisas interessantes nas bancas. Até que há bastantes títulos disponíveis, além das revistas da Abril, mas ou eu já li na fase que comprava muitos quadrinhos importados ou simplesmente não me interessam.
Já fazia um bom tempo que não comprava Holy Avenger (R$2.5o). Nas últimas edições que comprei, a arte tinha caído um tanto e os acontecimentos da edição podiam ser contados em cinco páginas. Tinha pensado em pedir pelo correio (meu pai, que gosta do título se candidatou a pagar metade), mas resolvi esperar pelas encadernações, que estão saindo regularmente e são mais bonitinhas que os "panfletos". Comprei esse por ele não se encaixar na série, contando uma história que se passa imediatamente antes do número 1.
Para começar, não é Erica Awano que desenha, mas Lydia Megumi Oide, que desenha a hq online Dado Selvagem. A arte de Lydia tem problemas para manter a consistência dos personagens de um quadro para outro e - principalmente - na arte-final. Há, por exemplo, quadros inteiros em que as retículas usadas para fazer sombras são usadas de forma uniforme, outros nos quais o cenário não está bem finalizado (aliás, a maioria dos cenários se resume aos elementos indespensáveis para a história).
O roteiro, apesar de não estar no mesmo nível das melhores edições da série, é um bom exemplo do que é Holy Avenger, servindo bem como introdução para os novos leitores.
Ainda não li Sakura Card Captors (R$ 2.9o), mas a edição é uma gracinha. O formato é um pouco maior que um livro de bolso, com capa cartonada e miolo de papel jornal. Uma coisa legal é que as onomatopéias japonesas estão lá, junto com as traduções, numa letrinha minúscula. Nunca vi mais que trinta segundos do desenho, mas ouvi falar o suficiente para ficar curioso a respeito dos quadrinhos.
Para quem curte mangás de menininha, Guerreiras Mágicas Rayearth está nas bancas. Quem se ligou no formato pode ir atrás de Samurai X. (RSF)
30.10.01
Lembra da celeuma em torno dos resultados das últimas eleições americanas? A recontagem dos votos pedida por jornais americanos acabou. O resultado não foi divulgado, por conta do momento político delicado. Para minha mania de desconfiar de coisas mal explicadas isso só pode significar uma coisa... (RSF)
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